Eu quero ser uma mãe perfeita, que segue tudo à risca de forma metódica e que escolhe o melhor para o seu filho.

Eu quero muito conseguir ter TODA a informação correcta para conseguir cuidar melhor do meu filho.

Estou a preparar este caminho há algum tempo (na verdade desde que brincava com as minhas bonecas). E quero que seja perfeito, sem falhas ou erros. Afinal é o meu filho, um ser indefeso, um pedaço de mim!

Não tolero as minhas falhas… Agora não há espaço para elas! O meu filho precisa de mim.

Quero tanto que corra tudo 100% bem que me esqueço de algo que todos os dias a vida me tenta ensinar: equilibrio.

Afinal, não é tudo preto e branco… a maternidade tem tantos cinzentos.

 



Reconhecem este discurso?

Está em todas nós… Todas nós desejamos ser as mães perfeitas. Com todo o direito e razão!

Se é para entrar neste jogo eu não posso sujeitar-me ao empate, tenho que ganhar! 
MAS, a maternidade não é uma competição!

Não somos melhores mães porque compramos TODOS os alimentos orgânicos (claro que é importante este cuidado, mas qb), porque amamentamos em exclusivo ou temos os últimos gadgets para cuidar do bebé. Não somos melhores mães porque lemos todos os livros de bebés e criámos uma tese sobre a maternidade.

E dou por mim todos os dias a ouvir outras mulheres a comentar de forma maliciosa a conduta e opinões de outras mães:

– E aquela mãe? Já viram que deu chucha ao bebé?
E aquela? Coitada, diz que não dorme nada desde o primeiro mês de vida. Está a fazer alguma coisa de mal!
– E aquela, aquela? Aquela que diz não dá açúcar ao seu bebé!!! Que tonta…

Na verdade, fazemos o melhor que conseguimos e sabemos.

Porquê tantas críticas? Porquê tão pouco apoio entre nós?

Somos mulheres, queremos ser perfeitas. É a nossa natureza, é o que esperam de nós.
E se eu falhar?

Não vai ficar tudo negro… porque existem cinzentos!

E não existe somente uma tonalidade de cinzento… existem 50 (ou mais!).
Existe mais do que uma estratégia para aliviar as cólicas, existe mais do que um método para introduzir os alimentos, existem tantas teorias sobre tudo…
Percebam aquelas com que se identifiquem e escolham profissionais de saúde que vos apoiem.

[Tirem esse peso de cima de vocês!

Estão a fazer um bom trabalho, sabem porquê: o vosso filho sorri para vocês, os olhos dele brilham quando vê a mãe… e será porque ela é a expert em puericultura? Não, é porque “esta” mãe que habita dentro de vocês tem amor para dar… tanto que não cabe no peito]

Por isso todas temos direito à nossa opinião, se não concordamos ou achamos que podemos acrescentar algo de valor e positivo devemos intervir, de forma carinhosa e prestativa.

Caso contrário, não partilhem mais uma crítica que vai derrubar a “super mãe” que existe dentro de nós. Que vai fazer alguém chorar ou achar que é má … mãe.

Estamos todas ligadas por algo muito maior que os nossos julgamentos ou marca das fraldas que usamos.
SOMOS MULHERES e MÃES! Este poder imenso tem que ser bem usado para ajudar e apoiar outras mães.

Muito amor, compreensão e compaixão.
Unidas vamos mais longe!

Mais apoio e menos julgamento! Estamos todas na mesma página do livro da Maternidade.

(Inclusivé eu que aprendo imenso com vocês, algo que não vem em livros, muito valioso… o amor incondicional de uma mãe!)

Que venha o melhor de nós ao de cima quando vemos outra mãe!

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