A vacinação é uma forma de prevenir o bebé contra os efeitos negativos de muitas doenças. O prinicipal objectivo da vacina é fornecer em quantidades inofensivas para o bebé, alguns constituíntes dos vírus (completamente neutralizados) para que o organismo os reconheça e ganhe anti-corpos para combater a doença se mais tarde estiver perante a mesma. Desta forma, o corpo percebe qual é o organismo e como o poderá combater.

Existe um plano nacional de vacinação para todos os bebés até à idade adulta e existem ainda vacinas fora deste plano, as quais podem ser recomendadas pelos médicos se fizer sentido (tendo em conta a história familiar e clínica) para a criança. Este plano é um programa universal gratuito e acessível a todas as pessoas presentes em Portugal, com o objetivo de proteger a população em geral contra as doenças com maior potencial para constituírem ameaças à saúde pública e individual e para as quais há proteção eficaz por vacinação (Direcção Geral de Saúde, 2015).

Podem consultar o esquema do plano de vacinação nacional completo aqui: https://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/programa-nacional-de-vacinacao/programa-nacional-de-vacinacao.aspx
O que fazer durante a vacinação:

– É essencial levar o boletim de vacinas da criança para que o enfermeiro registe o lote da vacina e actualize assim o boletim da criança.

– A vacina por ser administrada por meio de uma injecção, pode provocar um desconforto momentâneo na criança. Por este motivo, o ideal é que a criança esteja distraída (em caso de bebés mais pequenos pode amamentar durante/depois do procedimento para que o bebé sinta reconfortado). É óptimo para a criança que os pais estejam descontraídos e não ameacem com “picas” quando se portam mal, pois a criança pode ficar muito ansiosa no momento da vacinação sem necessidade. Conhecer o enfermeiro e estabelecer uma boa relação com o mesmo será fundamental desde cedo para a família, pois assim todos ficam mais descontraídos neste momento e a criança pode até participar neste processo de forma mais positiva.

– Após a vacina, pode fazer uma ligeira massagem local ou aplicar um pouco de gelo, sem fazer muita pressão, para aliviar o desconforto.

 

Perguntas frequentes dos pais:

Como é a vacinação dos bebés prematuros?

– Os bebés prematuros têm menos anticorpos recebidos da mãe através da placenta do que as crianças nascidas com tempo de gravidez normal, pelo que as doenças podem ser mais graves nesses bebés. Assim, a vacinação não deve ser adiada. As únicas exceções são a vacina BCG, que só deverá ser dada quando a criança atingir os 2 quilos de peso, e a vacina contra a hepatite B, que deverá ser dada ao fim do 1º mês de vida ou quando o bebé atingir os 2 quilos (o que se verificar primeiro).

 

 

 

Se o bebé está constipado pode ser vacinado?

– O ideal será que o bebé melhore para que o seu sistema imunitário consiga combater a doença actual e ter capacidade de ganhar imunidade aquando da vacinação. Portanto, será recomendado que o bebé recupere da situação clínica actual e só depois seja vacinado, para não piorar o seu estado de saúde.

 

Se estiver grávida posso ser vacinada?

– As grávidas que têm a vacina do tétano em atraso, podem e devem ser vacinadas contra o tétano a partir do 2º trimestre de gravidez. Esta vacina protege o bebé do tétano neonatal, uma situação gravíssima e muitas vezes fatal. Na gravidez não é recomendada a admnistração de vacinas “vivas”.

A grávida deve sempre ter consigo o boletim de vacinas assim como o de gravidez.

O que fazer após a vacinação?

-Após a vacinação não existe um cuidado específico com a criança, porém os pais devem estar alertas para alguns sintomas que advém da admnistração de algumas vacinas.

A miaria das reacções podem ser:

  • Prostração
  • Irritabilidade
  • Aumento da temperatura corporal
  • Vómitos e/ou diarreia
  • Fezes mais ácidas (podem provocar assaduras no rabinho do bebé)

Por isso, deve proporcionar nos dias seguintes actividades mais calmas e relaxantes para a criança, se possível, a fim de monitorizar estes sinais e proporcionar algum conforto. Fique atento também a outras reacções sem serem as habituais para determinada vacina e reporte-as ao seu enfermeiro o mais rápido possível.

Tome nota:

Leve sempre o boletim de saúde infantil e o de vacinas quando:
– Viajar com o seu filho;

– Recorrer ao serviço de urgência;

– Em consultas médicas de rotina.

 

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