A melhor forma de aumentar a produção de leite materno é mesmo…. amamentar! Sem dúvida que este estímulo (por mais aveia que comam) é fundamental para que o estímulo nervoso e hormonal responsável pela produção de leite seja activado. Porém, se este estímulo está mantido e aparentemente fazem tudo “certinho” a alimentação pode sempre dar uma grande ajuda para as mães que estão nesta luta de manter a amamentação.
Esquecam as dicas como “beber cerveja preta ou comer bacalhau“, até podem comer o bacalhau, mas nada destes ítens está (por enquanto) provado ajudar na produção de leite materno.
Por isso aqui ficam umas dicas saudáveis:

  • Aveia: Tem um poder anti-inflamatório que ajuda a reforçar o sistema imunitário da mulher, actuando a nível da glândula pituitária (responsável por coordenar hormonas da produção de leite e outras),
  • Alfafa: Encontra facilmente em rebentos ou sementes que se pode adicionar às saladas ou a uma tosta, por exemplo. Para além deste alimento ser rico em minerais e vitaminas, é um alimento estrogénico que actua positivamente na glândula pituitária ajudando na produção de leite.
  • Alho: este alimento tem propriedades fantásticas anti-inflamatórias, mas não actua propriamente na glândula pituitária… Então porque o escolhemos para aumentar a produção de leite? O alho tem um  sabor forte que é passado para o leite materno e está estudado que os bebés apreciam este sabor no leite, na generalidade. Assim sendo, com este sabor mais intenso os bebés mamam mais vezes, aumentando assim o estímulo nervoso que vai activar o estímulo hormonal da produção de leite. Não deve ingerir este alimento em excesso, dado que é um alimento com efeito lactogénico.
  • Sementes de sésamo: Ricas em cálcio e minerais, que ajudam na composição do leite materno. Estas sementes devem ser consumidas trituradas, por exemplo por cima do iogurte ou usar a manteiga de sésamo para barrar ou até mesmo fazendo o molho Tahini.
  • Nozes: Ricas em proteína e ácidos gordos essenciais, sendo importantes na dieta da mulher (mesmo que não amamente). As proteínas da noz vão ajudar a libertar uma substância – serotonina a nível cerebral, sendo um neurotransmissor importante para a produção de leite materno. A serotonina tem um efeito no nosso corpo de bem-estar que induz as hormonas do leite materno a serem segregadas e a manterem-se em ciruclação no sangue.
  • Dente-de-leão: É uma erva medicinal que na cultura oriental utilizam para a recuperação da mulher no pós-parto. Tem efeitos benéficos a nível da recuperação e também na produção de leite. NÃO USAR SE: está a tomar medicação diurética
  • Funcho: Este é um clássico! As mães usam o funcho para alívio das cólicas do bebé e consomem em grandes quantidades. Pois é, na verdade as propriedades do funcho são fantásticas para a promoção da digestão e ajudam, por isso, nas cólicas do bebé. Por este motivo o funcho quando ingerido pela mãe o seu efeito passa para o bebé, ajudando-o neste sentido (NUNCA dar o chá ao bebé!). Porém, o consumo em excesso de funcho DIMINUI a produção de leite, por isso moderação!
  • Chás: E por falar em chás… existem imensos no mercado a prometer maravilhas para a produção de leite! Os únicos chás que a mulher que amamenta pode consumir de forma segura são infusões como a camomila, cidreira, tília… (em caso de dúvida ver no site www.e-lactancia.com).
    Lembrem-se que os melhores chás são aqueles orgânicos feitos de folhas frescas ;)Não podiam terminar este post sem uma receita… CLARO!

    Biscoitos de Amamentação:
    – Aveia (200gr)
    – Nozes (100gr)
    – Óleo de côcô
    – 2 ovos (biológicos)
    – Sementes de sésamo
    – Mel ou açúcar de côcô ou stevia

    1- Triturar as nozes, as sementes de sésamo e a aveia;
    2- Adicionar 2-3 colheres de óleo de côcô, os ovos e mel/açúcar de côcô ou stevia a gosto;
    3 – Triturar esta mistura e depois de triturada fazer os moldes das bolachas;
    4- Colocar 10 minutos no forno e acompanhar com uma infusão de camomila.

  •  

    Mais uma vez reforço: Se está com dificuldades na produção de leite recomendo que procure um consultor em lactação para ajudar a adequar estratégias, apoiando-vos nesta fase!

2 replies
  1. Joana Ribeiro
    Joana Ribeiro says:

    Vale o que vale, mas quero partilhar a minha experiência.
    Usei suplemento durante três meses, a conselho do centro de saúde, porque a bebé não aumentava mais do que 120g / semana. Era meio molengona a comer, adormecia milhentas vezes. Passava para cima de 40min a comer e volta e meia chorava com fome nem uma hora depois. Tentei beber água com fartura (quase destilei), comer melhor, dormir mais, dormir com ela, beber chá de feno grego (credo, aquilo era intragável), comer bolachas de aveia (esta vale o esforço. As bolachas são uma delícia). Ficou tudo na mesma, menos eu – andei um bocado obcecada com a amamentação, cheia de inseguranças.
    Foi na consulta dos 3 meses que perguntei à enfermeira do centro de saúde como preparar o regresso ao trabalho. Queria manter a amamentação e que ela bebesse leite materno quando não estivesse comigo.
    O que resultou, como magia: tirar leite antes da mamada. Comecei por 20cc, a bebé mamava e bebia o suplemento.
    Duas semanas depois, tirava 40cc e a bebé, depois de mamar, ficava completamente satisfeita. Acabei com o leite em pó sem qualquer onda (a nova lata de nan que tinha comprado ainda lá está, intocada, à espera de ser aberta, na despensa). O peso deixou de ser problema. Deixámos o suplemento quando ela fez 3 meses e meio.
    Como referem no artigo, aumentar a produção de leite materno faz-se com mais demanda – e, coisa que aprendi entretanto, essencial é esvaziar totalmente a(s) mama(s) regularmente. O cérebro é tão mais estimulado a enviar sinal para produzir leite quanto mais vazia a mama estiver.

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