O fenómeno de stress é algo que está na berra nos nossos dias “Prepara os miúdos!; “Vamos chegar atrasados!”; “O teu chefe quer falar contigo”; “Há um acidente na segunda circular”. Este é o ritmo da nossa sociedade e por mais zen que queiramos ser, estamos sempre expostos a algum stress.

O stress é óptimo, pois faz-nos agir em situações de perigo. Mas em excesso é prejudicial e já está mais que demonstrado que é a origem de muitas doenças. Porém, na gravidez, o seu impacto é diferente, apresentando muitas consequências para a mãe e para o feto que são agora conhecidas e que as mulheres precisam de saber para se protegerem.

A gravidez é um acontecimento fantástico na vida de um casal, porém acarreta alguns ajustes quer na vida pessoal, quer na profissional, bem como na forma como nos relacionamos connosco e com a nossa família. Estes ajustes progressivos ao longo de cerca 40 semanas vão preparando o casal para uma nova rotina, mas no decorrer há sempre factores de stress (“o berço ainda não chegou”; “a minha sogra quer fazer o enxoval do bebé”; “não tenho seguro activo para o momento do parto”; entre muitos outros). Estas pequenas situações levam ao desgaste da grávida.

No entanto, o impacto destas situações de stress vai muito mais além do que um simples desconforto ou “chatice”, pois a nível físico desencadeia respostas com efeitos negativos.

O Stress interfere negativamente com:

– A nutrição do feto, que resulta em atrasos de crescimento e bebés de baixo peso (segundo um estudo do neurologista Richard Newton);

– A parte gastro-intestinal da grávida (que já está debilitada na gravidez);

– Função cardíaca da mulher (causa arritmias, palpitações, hipertensão, dificuldade em adormecer, dor de cabeça);

– Sistema imunitário, havendo maior probabilidade da grávida contrair infecções;

– Passagem de oxigénio através da placenta para o feto, podendo originar mais tarde padrões de ritmo cardíaco anormais durante o trabalho de parto e problemas respiratórios à nascença;

Sabiam que: Segundo um estudo de Kitziner, a probabilidade de um bebé chorar muito é maior quando a mãe esteve exposta a situações muito stressantes na gravidez?

A forma como lidamos com certos imprevistos/situações complicadas é fundamental para aumentar ou diminuir o nosso stress, pois podemos encarar estas situações como se fossem o fim do mundo ou simplesmente optar por relativizar, respirando fundo e pensando num plano B. Esta última opção é mais difícil para certas pessoas e principalmente para as grávidas, porque, como já referi, estão mais sensíveis e de um simples contratempo pode-se fazer literalmente uma tempestade num copo de água.

Para além desta sensibilidade aumentada, sabemos que nem tudo é cor-de-rosa na gravidez…Existem situações em que a gravidez pode não ser desejada, acrescendo assim o factor de stress; ou perda de um familiar; ou até mesmo o casal mudar de casa e toda a logística potenciar as consequências do stressEfectivamente, o que a mãe sente condiciona não só as suas células como as do seu bebé, podendo interferir com o crescimento intra-uterino do mesmo!

Por isso, deixo-vos aqui algumas sugestões para vos ajudar a lidar melhor com estes imprevistos, que podem parecer mínimos mas no fundo alteram o nosso bem-estar:

Medidas de Alívio de Stress:

– Realizar actividades que lhe dêem prazer;

– Resguardar-se de situações ou contacto com pessoas negativas;

– Privilegiar momentos sozinha para reflectir (e até escrever) o que sente;

– Procurar ajuda se perceber que está fora do seu alcance resolver certos;

– Frequentar grupos de partilha de mães (com com equilíbrio e sempre com espírito crítico para conseguir filtram muita da informação que se partilha nestes grupos);

– Prática de exercício (adequado à fase da gravidez), dado que ajuda a libertar a serotonina, aumentando a sensação de bem-estar;

– Procure terapias alternativas, fazer meditação, passeios ao ar livre…

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