A constipação comum, muito típica desta época do ano, é uma infecção das vias aéreas superiores que se manifesta com sintomas de mal-estar geral, dores de cabeça, espirros, podendo encontrar-se sub-febril (T<37,5ºC).
Habitualmente, esta situação é bem controlada com reforço hídrico (muita água, chá de limão e gengibre com bastantes gotas de limão e mel, vapores de água com folhas de eucalipto), muito descanso e vitamina C (limão) e anti-inflamatórios provenientes da alimentação (gengibre, por exemplo).
É uma altura em que se deve resguardar e evitar correntes de ar.

A sua contaminação é relativamente fácil, pois é através de gotículas dos espirros ou até mesmo enquanto falamos. Por isso mesmo, deve lavar várias vezes as mãos antes de cuidar do seu bebé e ponderar utilizar uma máscara enquanto amamenta.

Os bebés são resistentes, principalmente os que são amamentados!
Uma vez que todos os anticorpos que o seu corpo produz para combater a infecção estão a passar para o bebé e a protegê-lo.
Quase nenhuma condição patológica da mãe pode limitar ou suspender a amamentação.

Poderá haver uma necessidade de medicação a qual é determinada pelo seu médico assistente.
Porém, a quantidade do fármaco que passa para o leite materno é determinada pela sua cinética plasmática materna, solubilidade lipídica, massa molecular entre outros.

Embora existam muitas excepções, a regra geral indica que pelo menos 1% da dose materna acabará por passar efectivamente para o leite (e consequentemente para o bebé).

O que fazer se está a tomar medicação e a amamentar?

1º Determinar a real necessidade da medicação (esta medicação é realmente necessária ou a mãe poderá passar sem ela. E deverá ser prescrita pelo seu médico, não pela vizinha 😉 ).

2º- Experimentar abordagens terapêuticas não medicamentosas

– Em vez de analgésicos: experimentar técnicas de relaxamento, massagem, banho
– Em vez de produtos para a tosse, constipação ou alergias: gotas nasais salinas, humidificadores, vapor…
– Em vez de antiasmáticos: evitar alérgenos conhecidos, particularmente de origem animal (produtos lácteos são mais alérgenos do que os à base de vegetais)
– Em vez de antiácidos: Fazer refeições ligeiras, dormir com a cabeça mais elevada e apoiada, evitar alimentos ácidos e que provoquem gases…
– Em vez de laxantes: comer cereais integrais, aumentar ingestão de vegetais, incluir as sementes de linhaça na comida (previamente demolhadas no dia anterior), mais fruta e líquidos.

3º- Escolher fármacos e formas terapêuticas compatíveis com a amamentação (tomar dose mínima recomendada, evitar medicação extra-forte de acção prolongada, evitar produtos de ingredientes combinados, aconselhe-se com o seu médico).

4º- Evitar amamentar nas alturas máximas de concentração do medicamento:
– Amamentar antes da administração da dose medicamentosa (que habitualmente atinge o seu pico após 1h a 3h da toma oral).

– Tomar medicação na altura de sono do bebé é o mais favorável e seguro (pois neste período enquanto não vai amamentar durante a maior parte do tempo o seu corpo vai excretando a medicação através de outros órgãos) ou caso não seja possível (se o bebé mamar de 2h em 2h), tomar a medicação imediatamente antes da mamada ou imediatamente depois tendo em conta o pico de acção do fármaco.

5º- Atenção aos medicamentos de venda livre, apesar de serem à base de plantas têm um impacto no fígado imaturo do seu bebé que pode ser sobrecarregado com estes fármacos e não conseguir reagir bem. Aconselhe-se sempre com um profissional de saúde com conhecimento na área.

Sinais e sintomas no bebé que deve prestar atenção:

– Alteração do padrão alimentar

– Alteração do estado de alerta (mais prostrado ou muito mais reactivo/choro muito intenso)
[Veja mais sobre o post “Febre no Bebé” eSinais de Alarme“]

Em caso de dúvida sobre a compatibilidade do fármaco que está a tomar e a amamentação verifique no site internacional e-lactancia

Boas noites de espirros e lenços!
As melhoras 🙂

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