A posição do feto em relação à bacia da mãe é muito importante para o nacimento.

O bebé dentro da vossa barriga, enquanto tiver espaço, vai andar a mudar de poição frequentemente. Contudo, quando começar a ficar maior e com menos margem para movimento acrobáticos, há uma tendência para ficar de cabeça virada para baixo pois é a parte do seu corpo que é mais pesada.

Esta poição é ideal para o bebé nascer, de forma a adaptar-se à bacia e assim facilitar o nascimento.

 

“A partir de que idade getacional o bebé pode virar?”

È muito variável, mas do segundo para o terceiro trimestre é provavel que dê a volta (fique na posição cefálica = cabeça para baixo) pelas razões que já referi.

 

“Na ecografia do 2º trimestre o bebé estava de lado, será que não vai virar?”

De acordo com a idade gestacional, o feto altera de posições com movimentos voluntários, de forma a ajustar-se no vosso útero. Isto significa que a posição que se observa na ecografia não é definitiva mas sim dinâmica. Por isso, aguardem pela última ecografia para ser algo mais fidedigno, porque até lá muita coisa aconteçe dentro das vossas barrigas!

A mãe sente que o bebé “deu a volta“?

Devido a alteração de posição, a mulher pode sentir alguns sinais da mesma através de um aumento da frequeência urinária (pela pressão da cabeça na bexiga), sentir alguma pressão na zona das costelas (pelos pontapés dos vossos “Cristianinhos”) e um desconforto a nível da bacia/ancas.

Por outro lado, a mãe pode conseguir respirar melhor, devido ao alívio da pressão exercida pelo corpo do bebé sobre os órgãos superiores.

 

“O meu bebé está pélvico o que pode acontecer?”

O modo pélvico indica-no que o bebé tem a nádega/pernas/pés na direcção da bacia da mãe. Contudo, não é sinónimo de parto via cesariana.

É possível partos pélvicos desde que o bebé e mãe reunam aulgumas condições e sejam seguidos por uma equipa de saúde experiente nestes casos.  Não nos podemos esquecer que o parto pélvico por via vaginal é uma experiência cada vez menos frequente nos hospitais devido aos riscos que acarreta e por isso, nestes casos pode ser sugerida a realização de uma cesariana programada, a partir das 37 semanas, dado que nessa fase em geral a grande maioria dos bebés já não assume outra posição.

Contudo, se não reunir ainda existem outras alternativas que pode recorrer mediante o acompanhamento do seu obstetra:

  • Versão cefálica externa: É uma intervenção que se realiza no hospital e antes/durante e após o procedimento o bem-estar materno e fetal são monitorizados.
    Segundo a Direção-Geral da Saúde, a versão cefálica externa deve ser oferecida a todas as grávidas a partir das 36 semanas + 0 dias, se o feto se encontrar em situação transversa (quando o bebé não está virado de cabeça para baixo) ou em apresentação pélvica (quando o bebé está sentado) e não haja contra-indicação para a sua realização.

    Por acarretar alguns riscos, deve informar-se junto do seu médico obstetra e realizar numa maternidade com experiência nestes casos.


  • (só o médico obstetra pode fazer isto e nem todos têm esta experiência… não inventem, ok ? 🙂 )
  • Opções menos interventivas e naturais (eu sei que vocês gostam e eu também!): Andar, hidroginastica/natação, yoga para gravidas…Podem tabém experimentar o seguinte exercício: ponte de glúteos ao fazer esta posição oferecemos mais espaço ao bebé para se virar de cabeça para baixo.

    Com os joelhos afastados, apoie a testa numa almofada no chão e eleve as nádegas acima do nível da cabeça. Mantenha esta posição 15 minutos por dia. Atenção, se ficarem mal dispostas ou desconfortáveis na posição este tempo, parem!

  • Outra posição que podem experimentar no sofá sempre com cuidado e ajuda para se levantarem devagar e não ficarem tontas!

 

Quem já deu a volta por aí ponha a mão no ar!

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