Quem não ouviu falar do exame mais temido na gravidez… a amniocentese?
Mas quando é que é preciso realmente fazer este exame?


Primeiro que tudo há que perceber que todas as grávidas vigiadas têm que realizar o Rastreio de anomalias cromossómicas.

Este exame como referi, é realizado a TODAS as grávidas e define para cada uma o seu risco de vir a ter um feto com as principais anomalias (nomeadamente trissomia 21, 18 e 13).

Este teste analisa 3 factores:

1- A idade materna (o risco aumenta conforme a idade materna avança)

2- Marcadores ecográficos (na ecografia entre as 11-13 semanas + 6 dias é pesquisada alguma mal-formação e o aumento da transluscência da nuca)

3- E por fim os marcadores bioquímicos (análises a determinados constituintes circulatórios do sangue materno– Beta Hcg livre e PAPP-A).

A análise destes factores prevê então o risco do daquele feto ter anomalias, durante aquela gravidez. Isto não é válido para outros filhos… Ou seja, sempre que estiverem grávidas terão que repetir este exame.

 

E quando este rastreio vem alterado?

Se este rastreio vem alterado… CALMA!
Ainda existe a possibilidade de realizar o tal exame da  amniocentese e/ou outro exame que é a biópsia das vilosidades coriónicas, conforme indicação do profissional de saúde. Desta forma podemos perceber com mais certeza se existem de facto anomalias nas grávidas com risco aumentado.

 

Qual é a diferença entre estes dois exames? 

Ora vejamos:

 

 

 

A amniocente retira líquido amniótico da cavidade para analisar e perceber se existem alterações das células do bebé. 

A biópsia das vilosidade coriónicas retira células da placenta do bebé também para análise das mesmas. Este último exame pode ser realizado via abdominal ou vaginal (também depende do local da inserção da placenta).

 

Diferenças entre os exames:

Biopsia das vilosidades coriónicas

 

Amniocentese
Pode ser realizada a qualquer altura da gravidez depois das 10 semanas. Forma mais precose de saber se existe alguma alteração genética do feto Deve ser realizada após 15º semana de gravidez por ter risco de indução de aborto
Retira fragmentos da placenta para análise (das vilosidades coriónicas), podendo ser via abdominal ou vaginal Retira líquido amniótico para análise, via abdominal
É uma técnica invasiva, que tem entre 0,5 a 2% de indução de aborto Cerca de 0,5% pode ocorrer complicações após o procedimento
Existem novas técnicas, menos invasivas, que estão também ao dispor dos casais, devendo ser orientadas e recomendadas pelo profissional de saúde que vos orienta.

 

O casal pode decidir qual dos exames pode fazer? 

Sim, pode na maioria dos casos.

Contudo, existe stuações associadas à gravidez que podem limitar as suas opções e nesses casos terá que ser conforme indicação médica.

Conversem com o profissional de saúde que vos segue para orientar neste sentido.

 

São procedimentos dolorosos?

É muito variável, poisdepende de cada grávida! A maioria das mulheres refere, após as técnicas abdominais, uma ligeira picada a nível abdominal seguida de uma moinha (tipo “menstrual”).  No caso das intervenções via vaginal, pode haver ligeiras perdas de sangue pela vagina e a tal moinha.

 

Dicas para quem vai fazer este exame: 

  • No dia antes (ou até 3 dias) não colocar creme hidratante na barriga (pode dificultar a visualização ecográfica);
  • Ir acompanhada ao exame e após o mesmo ir directamente para casa, acompanhada e se possível na viatura própria;
  • Repouso moderado e evitar actividade física pelo menos nos 5 dias após este exame;
  • O regresso ao trabalho pode ser nos 3 dias seguintes, dependo claro da actividade laboral da mulher;
  • Deverá também não ter relações sexuais nos dias seguintes.

Tome nota

Deve pedir observação médica, se apresnetar  alguns dos seguintes sintomas:

  • Perda de líquido transparente
  • Perdas de sangue moderadas a abundantes, via vaginal
  • Aumento da temperatura (superior a 38,5º axilar)
  • Dor abdominal que dura mais do que 3/4 horas e não cede a analgésicos (conforme prescrição médica)
  • Vermelhidão exuberante no local da picada da agulha

Espero que o artigo de hoje tenha sito útil!

E lembrem-se que o rastreio inicial alterado não quer dizer que o bebé tem algum problema, pois são necessários outros exames para analisar melhor cada caso.

Os exames (como a amniocentese e a biópsia das vilosidades) infelizmente não testam todas as doenças que existem, pois ainda há uma série de doenças que não são possíveis de diagnosticar.

Partilhem as vossas experiências comigo e com outras futuras mães que necessitem de ter esta informação! 

 

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