É uma situação clínica que acontece após a 20a semana de gestação, em que tensão arterial da grávida (que antes era normal) em repouso (após várias avaliações, pelo menos 2 medições intervaladas por 6h) é igual ou superior a 140/90.

Qual é o valor normal da tensão arterial?
Depende de muitos factores- a altura do dia, se estamos no início/fim da gravidez, se praticamos actividade física…

Contudo, os valores normais rondam entre : 120/80
(Algumas mulheres podem ter estes valores um pouco mais baixos sem impacto negativo).

É importante referir que esta situação clínica pode dar outras alterações a nível analítico e que se repercutem em sintomas como:
– Dores de cabeça
– Dores de estômago (pior que a azia típica da gravidez)
– Alterações visuais (ver luzinhas)
– Urinar pouco (e consequentemente retenção de líquidos- maiores edemas pelo corpo principalmente mãos e pernas)
– Presença de proteína na urina (detectado através uma análise)
– Alterações das enzimas hepáticas (também detectado através de análises sanguíneas)

A pré-eclâmpsia afecta o bebé?
– Sim! Em alguns casos pode provocar restrições de crescimento intra-uterino. Mas o seu maior impacto é sem dúvida na mãe!

O que fazer?
– Apostar numa boa nutrição durante a gravidez é sem duvida importante para todo o organismo materno e fetal.
Mas não será a cura!
Muitas vezes esta condição aparece em mulheres saudáveis e que nada fazia prever.

Qual a causa?
A sua causa ainda está a ser estudada mas existem teorias que apostam no estilo de vida da mulher como determinante para a sua saúde vascular (alimentação, gestão do stress, tabagismo, diabetes…).
Por outro lado, há novas correntes que indicam que a causa pode estar no funcionamento da placenta , mas ainda com poucos detalhes.


Se apresenta alguns dos sintomas referidos peça observação médica!
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Qual o tratamento?

– O parto! Em geral,assim que o bebé nasce os valores analíticos tendem a melhorar e esta situação resolve-se (exigindo sempre avaliação médica).
Desta forma, a pré-eclâmpsia pode ser uma das razões para ter que induzir o parto.

Por vezes, a data do parto ainda é longínqua e recomenda-se, em casos mais severos, o internamento para com medicação melhorar os sintomas e valores analíticos.

Noutros casos mais ligeiros, sugerem-se avaliações periódicas da tensão arterial e também análises sanguíneas/urina para ir monitorizado os valores das enzimas hepáticas entre outros.

Por vezes a mulher tem que fazer algum tipo de medicação para baixar os valores tensionais, aliando sempre com alimentação saudável (à base de alimentos ricos em magnésio e sem sal- frutos secos, banana…) e diminuir os nível de stress.

Mais dúvidas peçam observação do vosso médico ou enfermeiro obstetra! ?

FONTE: Guia de Práticas em Obstetrícia do Hospital Santa Maria

 

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